Humanização Hospitalar: conceitos e perspectivas

Entenda a diferença entre humanização do atendimento e do ambiente hospitalar e sua importância para a experiência do usuário

A humanização hospitalar nada mais é que tornar um hospital, ou qualquer instituição de saúde, mais acolhedor. Mas em que ponto chegamos para que se torne necessário transformar nossas relações em “mais humanas”? E, para além das relações, como um ambiente pode ser mais humano? São questões atualmente muito discutidas e fundamentalmente necessárias caso se queira prestar um melhor atendimento no cotidiano de um hospital.

O que é humanização hospitalar?

O conceito de humanização surgiu da hospitalização do atendimento à saúde. Até o século XIX o hospital era um local que acolhia, que hospedava pessoas nas suas mais diversas necessidades: desde doenças até fome e frio.

No século XX começaram os movimentos para abrigar todo o atendimento clínico nos hospitais de modo que, com o passar dos anos, eles se tornaram locais de análise de doenças ao invés de hospedagem de pessoas. Porém, essa nova prática tornou as relações entre as cuidador e cuidado impessoais. Com o passar dos anos se percebeu que essa forma impessoal e até mesmo fria de atendimento não contribuía para com a recuperação dos pacientes. Dessa forma nasceu o conceito de humanização, que veio no contrafluxo para relembrar a principal vocação do hospital: abrigar, acolher, cuidar.

Nesse sentido ela possui duas aplicações: a humanização do atendimento, diretamente relacionada à empatia e a tratar o paciente com atenção e afeto e a humanização do ambiente físico hospitalar, que está relacionada com a presença de elementos arquitetônicos, bem como decisões de projeto, que que contribuam para o bem-estar das pessoas.

Atendimento x Ambiente

Os movimentos para humanização do ambiente construído possuem três abordagens principais: assemelhar o hospital a um lar, ser similar a hotéis ou shoppings, ou ainda, usar arte e natureza para compor um ambiente acolhedor, porém essencialmente hospitalar.

Assim, apesar das diferenças entre os movimentos, todos tem o objetivo em comum que é fazer com que ambiente e atendimento contribuam para que as pessoas tenham uma experiência positiva durante a permanência em um estabelecimento de saúde.

No Brasil, em 2003, o SUS lançou o HumanizaSUS, a Política Nacional de Humanização que destaca diretrizes a serem implementadas nos hospitais para melhorar a experiência de todos os usuários: funcionários, pacientes e visitantes. Ela aponta itens como clínica integrada, acolhimento, gestão participativa, valorização do trabalhador e defesa dos direitos dos usuários e ambiência (espaços agradáveis, que acolhem) como fatores importantes para viabilizar o atendimento humanizado.

É voltando às nossas essências humanas que podemos contribuir para que todos se sintam positivamente impactados. Por essa ser uma das bandeiras da Redora. buscamos sempre levar para os projetos de arquitetura hospitalar os princípios de humanização. Quer saber mais sobre arquitetura hospitalar? Confira nosso e-book!