Hospital infantil: medidas para um ambiente de saúde agradável para crianças

Como um bom projeto de arquitetura pode ter um impacto significativo na recuperação das crianças.

Estar doente pode ser difícil para adultos e é ainda mais para crianças. Ambientes de assistência à saúde no geral acabam sendo bastante estressantes, barulhentos, frios e iluminados demais. Dentro da área médica já se evidencia os malefícios de uma internação prolongada, o que além de ser desgastante para o paciente, gera ônus aos hospitais e clínicas. Se pensarmos na dinâmica infantil, é ainda mais complexo ter que lidar, por exemplo, com faltas à escola, rotina inconstante, procedimentos médicos estranhos, entre outros durante uma internação em um hospital infantil, por exemplo. Este quadro pode acarretar problemas de socialização e muito sofrimento às crianças e suas famílias.

Mas qual impacto tem um bom projeto na recuperação de crianças?

Cada vez mais pesquisas apontam a importância do ambiente na recuperação de pacientes, e quando falamos das crianças, o lúdico, o brincar, tem parte fundamental neste processo. No Brasil isto gerou inclusive uma lei (11.104/2005) para assegurar o direito a brinquedotecas. Existem também outros aspectos a serem considerados. Um estudo feito numa UTI Neonatal em Ohio, nos Estados Unidos, confirmou isso. Após prover um ambiente mais controlado, com luz e cores mais aconchegantes para os bebês, aliado à um atendimento mais humano e individualizado, a resposta ao tratamento aumentou significativamente entre os pacientes, além de saírem mais cedo da internação.

O Center for Health Design também realizou uma revisão de diversas pesquisas e a conclusão foi que a arquitetura tinha papel fundamental na diminuição do estresse durante a estadia. Além disso, não só pacientes se beneficiavam das melhorias no espaço, mas também funcionários, que obtinham aumento considerável em seu desempenho. Surpreendentemente, este progresso não aumenta significativamente os custos. De acordo com o Hastings Center Report, as melhorias realizadas em um hospital estudado representavam aproximadamente 2,5% do valor total da obra. Um pequeno investimento para resultados tão positivos.


Infográfico da Istoé sobre elementos inovadores de ambientes hospitalares.

A REDORA produz através do desenho arquitetônico esta qualidade espacial tão desejada. Como exemplo dentro de nossas experiências prévias, temos o Hospital Oncopediátrico Erasto Gaertner (Erastinho), em Curitiba PR, e a área infantil da Clínica Minha Essência, em Campos Novos-SC. Elementos lúdicos, cores e iluminação são alguns dos aspectos trabalhados para trazer à tona o melhor que um ambiente de saúde têm para oferecer aos seus pequenos pacientes.

Colaboração: Marianna Godoy

Referências:

OLIVEIRA, Monique. Uma arquitetura que salva crianças. ISTOÉ. Publicado em 15/02/2013. Atualizado em 21/01/20. Disponível em: <http://istoe.com.br/275963_UMA+ARQUITETURA+QUE+SALVA+CRIANCAS/>

BARAHONA, Luis Felipe. New trends in health architecture for children and the effects of the built environment on young patients. FIU Electronic Theses and Dissertations. Florida International University, 2001. Disponível em: <http://digitalcommons.fiu.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=2714&context=etd>